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CRITICA DE FILME 4

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O rei de novo York  ( Abel Ferrara, 1990) - tenho saudade de escrever mas escrevo mal -"Eu não sou o problema, sou apenas um empresário"  Eu gostaria de me sentir à vontade ao escrever um texto, de saber exatamente o que eu quero fazer; manipular um objeto, dominar as regras e ter uma clarividência do contexto, é um patamar para poucos, poderia citar agora Lebron James, astro do basquete que nessa temporada bateu o recorde de pontos da história da liga. Eu que comecei a me interessar por basquete tardiamente, vindo do futebol, sempre tentei encontrar relações que pudessem me traduzir o que eu estava assistindo, mas a verdade, é que é impossível.  São jogos completamente diferentes, e um jogador para chegar a um patamar próximo do King James, precisa ter um domínio de vários fundamentos do jogo. No futebol, a defesa fica muito longe do ataque, de forma que um jogador como Messi, não necessariamente precisa ser um grande marcador. Aliás, é até uma anedota, que certos jo...

CRITICA DE FILME 3

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  Seis mulheres para o assassino, o protagonista somos nós Mario Bava é um diretor italiano que em comparação a seus pares, não recebeu tanta pompa e até o momento da realização desse filme, só havia trabalhado com filmes populares e de baixo orçamento, seja épicos (Peplum) ou filmes de horror gótico. O filme “Seis Mulheres para o Assassino” (1964), é considerado um dos pontapés iniciais para o Giallo no cinema, junto com o curta do telefone em “Black Sabbath” (1963) e a “Garota que Sabia Demais” (1963). Claro que toda essa definição é um olhar em retrospectiva, uma percepção de o quão influente foi uma obra, que não necessariamente pensava em ser influente, e até por isso talvez ressalte seu valor. Ainda mais se tratando de cinema popular. Mas o que “Seis Mulheres para o Assassino” têm de tão influente? A proposta do filme é clara, somos colocados dentro de um jogo de detetive e temos que descobrir quem é o assassino, o filme vai colocando pistas através de planos detalhes,...

Tradução 1

O ano de 2022 foi marcante na minha cinefilia principalmente pela incursão no cinema de Michelangelo Antonioni, em especial em  A aventura (1960), intrigado por todo e qualquer material relacionado ao filme, encontrei pelos mares pseudo-obscuros da internet o livro: "Michelangelo Antonioni- The Architecture of vision: Writings and interviews on cinema ( 2007, University of Chicago)".  Meu foco foi ir direto ao capitulo L´avventura: The Adventures of L´avventura, e encontrar um relato que eu já tinha ouvido de forma resumida pela boca de Monica Vitti nos extras do dvd, porém com mais detalhes e de certa forma uma impressão profunda sobre o sentimento do filme. Gostaria de compartilhar esse texto, como forma de fomentar o debate sobre esse filme, segue a tradução da tradução:  As aventuras da L`aventura (7 "Le avventure dell'Aventura," from Carriere della Sera, 31 May 1976. Translated by Allison Cooper.) Há muitos jeitos de falar sobre um filme, e muitas pessoas...

Conto ou prosa #1

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Lendas e assombrações de Belém foi um livro bastante popular no momento que saiu, na vila onde eu morava durante um bom tempo as crianças se reuniam para ouvir as velhas contando as historias que estavam no livro. Uma dessas historias já havia ouvido antes, era a historia da "mulher do taxi", a premissa é simples, uma moça passeia de taxi no dia do seu aniversario, ao final da corrida, sem dinheiro, informa o endereço ao motorista onde pode cobrar, ao chegar lá é recebido pelos pais da moça que informam que ela já havia morrido há muito tempo. A historia tem variações comuns de tradição oral, mas no geral não foge muito desse esquema.  Alguns anos depois eu iria adquirir esse livro,  o autor Walcyr Monteiro reune varios relatos da historias e traz algumas fotos como a  da sepultura de Josephina Conte, a proposta é reunir essa tradição oral, e construir a partir dessas varias versões, uma versão "definitiva". É um trabalho bastante interessante, talvez falta um rigor...

CRITICA DE FILME 2

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ZARDOZ, 1974 Diretor: John Boorman O filme começa com a icônica abertura dos estúdios Fox, o que para mim, como gatilho de muitas lembranças, foi um prenuncio de algo desanimador. Não querendo crucificar todos os filmes produzidos pela Fox, ou desqualificando qualquer filme que tenha uma produção americana, mas, pelas poucas imagens que eu tinha visto do filme esperava uma produção bem distante dos grandes estúdios e seus padrões hollywoodianos, que estão dispostos a fazer de tudo para não se arriscar. Com as expectativas reduzidas, segui no filme, e o começo já entra uma cabeça nos contando uma história de algo que ainda vai acontecer, no ano de 2232 (salvo engano), o que eu acho uma decisão inteligente de se fazer num filme sobre futuro pois, evita as pessoas falarem que no ano de 2015 não existem skates voadores. Por todos os elementos que o filme trabalha, eu encaro ele muito mais próximo de uma fantasia do que de uma ficção cientifica. Apesar, de sempre me lembrar de que fi...

CRITICA DE FILME 1

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.Lo sceicco bianco, 1952, Federico Fellini T alvez, a razão seja um alfinete que fura o balão do sonho. O filme apresenta duas linhas narrativas, e ambas se desenrolam de maneira onírica, na perspectiva do marido o pesadelo, e na da esposa a do sonho erotico. O marido, dormindo desperta com o quarto alagado, e uma carta de sua recém esposa, indicando que ela além de possuir outro nome(boneca apaixonada), tem outra paixão, o sheik branco. A trama que se segue, é do personagem tentando manter a aparência para sua familia, ao mesmo tempo que não faz ideia de onde sua esposa está, talvez nem nos seus maiores pesadelos, ele esperava passar por uma situação como essa. Já, a esposa, se encontra com a sua fantasia erotica, o heroi das narrativas que ela consome ( acho que foto-novelas), materializado na sua frente, e interessado em bem mais que troca de olhares. Um vive o seu maior pesadelo, e a outra vive o seu maior sonho, porém a realidade acaba vindo a tona, e convergindo as dua...

O quê e como escrever sobre filmes ?

  Ao pesquisar sobre filmes e cinema na internet, se encontra conteúdos de todo tipo, desde sites mais sensacionalistas sobre teorias estapafúrdias de filmes do momento, até a canais de viés mais conceituais que se atem a incríveis 5 minutos para falar sobre Blow-up. Não venho aqui para fazer juízo de valor, embora indiretamente esteja fazendo, a questão é, o que se pode falar sobre filmes? E como falar sobre? Será que um texto, apenas palavras, é o bastante para comentar, criticar ou falar sobre uma arte que é em sua essencia imagem-movimento? Pensar num juízo sobre arte, é uma questão que pode demandar alguns parágrafos, e pelo menos como primeiro texto do blog, não era algo que eu gostaria de fazer. Então, como proposta para esse primeiro texto, irei comentar sobre algumas dessas indagações, trazer alguns exemplos e esboçar um texto sobre um filme. No livro “A Estética Do Filme” de Jacques Amount, fala sobre as tipologias dos escritos sobre cinema, que são livros destinad...